Resposta de orientação musical: uma hipótese para o dispositivo de origem do sentido
Artigo em periódico, Música Hodie, 2016

Resposta de orientação musical: uma hipótese para o dispositivo de origem do sentido

Por: Marcos Nogueira
Palavras-chave: Cognição musical, Novidade em música, Resposta de orientação, Sentido musical

A neurociência cognitiva já nos oferece significativos indícios de que a função básica do cérebro é prever o futuro. Fazemos isto projetando coerente e simetricamente sentidos constituídos nas memórias de trabalho e de longo-prazo, a partir do que nos preparamos para novas experiências. Pretendo argumentar que a música é uma radicalização da experiência de previsão, sem o que não há sentido nem música. E a complexidade do ato da escuta musical implica uma multiplicidade de modos de abstração que regularão o que será percebido pelo ouvinte como relevante. O artigo propõe a hipótese de que o dispositivo cognitivo que dispara o processo de entendimento da música é o que poderíamos chamar resposta de orientação musical, associado ao conceito de novidade.

Musical orienting response: A hypothesis for origin device of meaning

Cognitive neuroscience already offers us significant evidence that the basic function of the brain is to predict the future. We do that by projecting coherent and symmetrically meanings constituted in working and long-term memory, from what we prepare for new experiences. I argue music is a radicalization of prediction experience, without which there is no meaning or music. The complexity of the act of musical listening implies a variety of abstraction ways that regulate what will be perceived by the listener as relevant. The article proposes the hypothesis of a cognitive device that triggers the music understanding process we might call musical orienting response, associated with the concept of novelty.

Respuesta de orientación musical: Una hipótesis para el dispositivo de origen del sentido

La neurociencia cognitiva ya nos ofrece evidencia significativa de que la función básica del cerebro es predecir el futuro. Hacemos esto mediante el uso coherente y simétrico de la memoria a largo plazo y de trabajo, desde y hacia que nos preparamos para nuevas experiencias. Me gustaría argumentar que la música es una radicalización de la experiencia de la previsión, sin la cual no hay un sentido o la música. Y la complejidad del acto de escucha musical implica una variedad de modos de abstracción que rigen lo que va a ser percibido por el oyente como relevante. El artículo propone la hipótesis de que el dispositivo cognitivo que desencadena el proceso de la comprensión de la música es lo que podríamos llamar la respuesta de orientación musical, asociado con el concepto de novedad.

CategoriaMúsica Hodie
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IdiomaPortuguês
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TipoArtigo em periódico
CódigoHODIE2016V16N1A5
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